Surgiram em Lisboa e rapidamente se multiplicaram pelo resto do país. Na sua maioria são toxicodependentes e parasitam os bolsos do cidadão comum. Geralmente sujos e de mau aspecto, são facilmente reconhecíveis pelo jornal enrolado que agitam no ar em movimentos circulares. Refiro-me, como já se deve ter tornado claro ao leitor, aos irritantes arrumadores de carros que flagelam as cidades Portuguesas.
Na cidade do Porto tentou-se eliminar o problema ao abrigo do programa "Porto Feliz" que visava identificar os arrumadores, dar-lhes tratamento médico e finalmente empregá-los em profissões mais dignas. Contudo, a julgar pelo actual número de arrumadores nesta cidade e mesmo com os cassetetes da PSP à mistura, o programa não foi eficaz.
Em Portimão, terra mais ensolarada e tolerante, tentou-se uma táctica mais branda. Regulamentou-se o exercício da actividade de arrumador de automóveis tornando legal a "profissão" de arrumador, com licença e seguro de responsabilidade civil. Curiosamente a regulamentação não obrigava o arrumador profissional a passar factura nem a declarar os rendimentos ao fisco e o pior de tudo é que continuava a ser o cidadão a desembolsar a moedinha. Pelo que parece também no reino dos Algarves a solução ainda não se afigurou.
Não bastavam já os parquímetros, ainda é preciso pagar a um arrumador que na realidade em nada auxilia no acto de arrumar o carro. Ainda por cima, o condutor que não contribua para pagar o vício diário do arrumador arrisca-se a ter o carro vandalizado e o auto-rádio roubado.
Enfim... os arrumadores podem ser desagradáveis mas são pessoas e merecem ser tratadas como tal. É pena que não se cure este cancro que se revela na forma do arrumador de carros mas cujas verdadeiras raízes são mais profundas e urgem por solução. E convém também não esquecer que cada moedinha angariada reverte invariavelmente para o traficante que assim enriquece à custa do condutor resignado.
Na cidade do Porto tentou-se eliminar o problema ao abrigo do programa "Porto Feliz" que visava identificar os arrumadores, dar-lhes tratamento médico e finalmente empregá-los em profissões mais dignas. Contudo, a julgar pelo actual número de arrumadores nesta cidade e mesmo com os cassetetes da PSP à mistura, o programa não foi eficaz.
Em Portimão, terra mais ensolarada e tolerante, tentou-se uma táctica mais branda. Regulamentou-se o exercício da actividade de arrumador de automóveis tornando legal a "profissão" de arrumador, com licença e seguro de responsabilidade civil. Curiosamente a regulamentação não obrigava o arrumador profissional a passar factura nem a declarar os rendimentos ao fisco e o pior de tudo é que continuava a ser o cidadão a desembolsar a moedinha. Pelo que parece também no reino dos Algarves a solução ainda não se afigurou.
Não bastavam já os parquímetros, ainda é preciso pagar a um arrumador que na realidade em nada auxilia no acto de arrumar o carro. Ainda por cima, o condutor que não contribua para pagar o vício diário do arrumador arrisca-se a ter o carro vandalizado e o auto-rádio roubado.
Enfim... os arrumadores podem ser desagradáveis mas são pessoas e merecem ser tratadas como tal. É pena que não se cure este cancro que se revela na forma do arrumador de carros mas cujas verdadeiras raízes são mais profundas e urgem por solução. E convém também não esquecer que cada moedinha angariada reverte invariavelmente para o traficante que assim enriquece à custa do condutor resignado.
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