A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) emitiu um comunicado no qual afirma que o prémio de presença no Mundial da Alemanha, cerca de 50 mil euros por jogador, deve permanecer isento de IRS. O pedido não é novo e já foi apresentado 4 vezes desde o Mundial Correia/Japão. Ao que parece, tal pretensão é sustentada por pareceres legais, visto que o código do IRS admite isenção de impostos por parte de prémios obtidos com “resultados relevantes” em “competições de elevado prestígio”.
Gostaria pois de apresentar a minha solidariedade para com os pobres jogadores da Selecção. E no espírito da solidariedade, porque não iniciar já uma petição a nível nacional para angariar fundos de sobrevivência para os jogadores. A mim custa-me ver as pessoas que nos representaram no Mundial a terem que se sustentar com os seus parcos rendimentos. Sim, um fundo de sobrevivência, pois claro! É que os estágios com estadias em hotéis de 5 estrelas não duram todo o ano e os pobrezinhos já se habituaram a certos luxos. Não bastava já o trabalhador honesto descontar balúrdios e o Estado garganeiro ainda quer comer uma fatia dos rendimentos dos jogadores. Está mal! Então não é óbvio que está mal? Afinal de contas os jogadores são heróis nacionais e por esse motivo estão acima do comum mortal que tem que trabalhar para sobreviver.
Ironias à parte, custa-me viver numa Democracia na qual todos somos iguais aos olhos da Lei, mas onde sou obrigado a admitir que alguns querem e podem ser mais iguais do que os outros.
Gostaria pois de apresentar a minha solidariedade para com os pobres jogadores da Selecção. E no espírito da solidariedade, porque não iniciar já uma petição a nível nacional para angariar fundos de sobrevivência para os jogadores. A mim custa-me ver as pessoas que nos representaram no Mundial a terem que se sustentar com os seus parcos rendimentos. Sim, um fundo de sobrevivência, pois claro! É que os estágios com estadias em hotéis de 5 estrelas não duram todo o ano e os pobrezinhos já se habituaram a certos luxos. Não bastava já o trabalhador honesto descontar balúrdios e o Estado garganeiro ainda quer comer uma fatia dos rendimentos dos jogadores. Está mal! Então não é óbvio que está mal? Afinal de contas os jogadores são heróis nacionais e por esse motivo estão acima do comum mortal que tem que trabalhar para sobreviver.
Ironias à parte, custa-me viver numa Democracia na qual todos somos iguais aos olhos da Lei, mas onde sou obrigado a admitir que alguns querem e podem ser mais iguais do que os outros.
1 comentário:
Não tem de quê! (refiro-me ao seu 1º post...) É muito agradável ler bom português com humor e politicamente... do meu lado!
O nome do blog é "bem apanhado". Parabéns.
MLeonor
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