16 julho 2009

Nem memória de elefante

Já reparou como os empregados dos restaurantes chineses nunca escrevem os pedidos dos clientes? É um facto que no início me intrigou. Veja lá se não acontece sempre assim: os clientes entram no restaurante, o empregado aproxima-se e escolhe a mesa mais merdosa para os clientes se sentarem. Mesmo que a porra do restaurante esteja totalmente vazio não é dada a opção de escolha da mesa aos clientes. O empregado vai-se embora por uns momentos enquanto as pessoas escolhem o que vão comer e depois volta e fica muito atento enquanto cada um, apontando com o dedo no menú com 10 páginas e imensos erros ortográficos, escolhe o que vai comer . Depois dos pedidos feitos, e agora é que vem a parte interessante, o empregado recapitula o pedido de memória... "clepe, aloz xau xau, polco agli doce, etc, etc..." e mesmo que os clientes peçam trinta coisas diferentes, o empregado chinês nunca se engana. E então ocorreu-me, num país em que cada indivíduo vive com pelo menos quinze membros da família alargada tem mesmo que ter boa memória. É que desde tenra idade tem que aprender o nome daquela gente toda que vive lá em casa. É a mãe, o pai, os irmãos e irmãs, os tios e tias os primos e os avós. E na porta ao lado moram mais quinze vizinhos. Mas se pensa que isso não é um excelente exercício de memória então tente lá memorizar quinze nomes do tipo Ping Pong, Xau Li, Feng Shui e Liu Kang. Ah pois é!

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