Um destes dias recordei-me de uns pequenos delitos rodoviários dos quais fui culpado... ermmm... aliás, que um conhecido meu (assim fica melhor) foi considerado responsável há já algum tempo. Nada de grave claro, porque este meu conhecido é um cidadão responsável e não se mete em aventuras perigosas. Enfim, são aqueles pequenos crimes que se cometem por negligência e cujas consequências não matam mas moem. Pois é, estava embrenhado nestes pensamentos e lá decidi consultar o registo criminal do meu conhecido.
Curiosamente, e agora falando a sério, apesar da lei restringir o acesso ao referido registo a apenas algumas entidades (a saber: titular da informação, ascendente, tutor, procurador, mandatário ou representante legal) até nem é muito dificil aceder ao registo criminal de um completo estranho, quando se conhecem as pessoas certas claro, e mais não digo...
Entretando, na expectativa de saber o resultado da consulta ao registo, estava já eu, oopss quero dizer, o meu conhecido (uf!) prestes a escapar para a clandestinidade e a viver o resto dos seus dias como um pária da sociedade à margem da lei. Mas afinal nada disso foi necessário porque não constava absolutamente nada no registo criminal (o que também é peculiar porque deste modo é como se o delito nunca tivesse ocorrido) e o meu conhecido, embora aliviado, também ficou um pouco desapontado porque estas histórias (ou "estórias" se preferirem), quando um pouco enfabuladas, dão excelentes tópicos de conversa no café.
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