24 novembro 2006

Revoluções à parte... o que conta é a cerveja


Qual revolução dos cravos, qual quê! Nem revolução francesa ou revolução Russa chegam aos calcanhares das manifestações estudantis desta semana um pouco por toda a parte aqui no nosso cantinho à beira mar plantado. Reclamou-se o valor das propinas, a falta de condições dos estabelecimentos de ensino, a ausência de educação sexual, até a co-inceneração e um sem fim de outros queixumes. Mas a desorientação pueril não deixou de mostrar um arzinho da sua graça quando os manifestantes imberbes (e os orquestradores partidários) não souberam coordenar os motivos da contestação nem tão pouco os locais de concentração de estudantes. Em vez disso preferiram transformar a "manif" em festa rija. Não posso deixar de comentar o delicioso incidente que ocorreu quando um grupo de estudantes, impedido de consumir cerveja numa pastelaria próxima da manifesação, recorreu aos agentes da PSP destacados no local, que prontamente explicaram ao dono da pastelaria que deveria servir os estudantes sequiosos. Sob vigilância das forças da autoridade os estudantes (maiores de 16 anos) lá consumiram as suas "bejecas" enquanto lá fora seguia a manifestação.

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