Se pensava que a morte é o merecido descanso do herói então pense outra vez. Parece que alguém com muitas ideias no Instituto Português do Património Arquitectónico, que é como quem diz um idiota, em cooperação com um grupo internacional de especialistas, liderado por uma antropóloga da Universidade de Coimbra, se lembrou de exumar o cadáver de, nem mais nem menos que o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, falecido há mais de oito séculos. Valeu a incompetência do suprareferido idiota ao não cumprir os requisitos necessários à abertura do túmulo. Refira-se que os abutres, ávidos por esquartejar o cadáver poeirento, felizmente se deram conta de que não havia sido formulado o necessário pedido de autorização à ministra da Cultura, frustrando todo o processo.
Eu entenderia a exumação do cadáver de algum “serial killer” se daí se esperasse obter a resolução do crime ou até de algum indivíduo cuja genealogia se tivesse perdido com a sua morte. Mas exumar o cadáver de D. Afonso Henriques? Com que propósito? A explicação oficial refere a pretensão de reconstituir o perfil biológico do rei. Pergunto-me se saber que D. Afonso Henriques terá sido realmente alto e robusto, como referem os relatos históricos, irá alterar de algum modo o mérito d’O Conquistador. Entretanto gasta-se dinheiro à toa em pesquisas que não levam a lado nenhum.
Eu entenderia a exumação do cadáver de algum “serial killer” se daí se esperasse obter a resolução do crime ou até de algum indivíduo cuja genealogia se tivesse perdido com a sua morte. Mas exumar o cadáver de D. Afonso Henriques? Com que propósito? A explicação oficial refere a pretensão de reconstituir o perfil biológico do rei. Pergunto-me se saber que D. Afonso Henriques terá sido realmente alto e robusto, como referem os relatos históricos, irá alterar de algum modo o mérito d’O Conquistador. Entretanto gasta-se dinheiro à toa em pesquisas que não levam a lado nenhum.
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