Metade do mundo vive sob uma falsa moralidade sem se aperceber desse facto. Somos doutrinados desde a mais tenra idade e dificilmente escapamos às garras de uma idiologia tirana, que não tem a mínima ligação com a realidade. E assim continuamos a perpetuar a pérfida moralidade a que chamamos tradição judaico-cristã. Senão vejamos: jamais permitiriamos que um tribunal condenasse um inocente para salvar um culpado. Se, por amor, uma mãe se dispusesse a aceitar o castigo pelo crime do filho, jamais o permitiriamos. É conhecida a máxima da nossa lei que diz ser melhor perdoar cem criminosos do que castigar um inocente. E apesar de tudo isto louvamos Cristo, o redentor, por ter morrido inocente para lavar os pecados da humanidade. Aceitamos o castigo de um indivíduo inocente como forma de perdoar os pecados do Homem. Na antiguidade era comum um indivíduo ou tribo expiar os seus pecados projectando-os sobre um bode e enviando o animal para morrer no deserto. Acreditava-se que ao morrer carregado com os pecados do Homem, o bode nos libertava desse fardo. Cristo é a versão cristã do bode expiatório e aceitamo-lo de bom grado. Há quem argumente que Cristo foi um caso especial, enviado por deus para repor o acesso do Homem ao reino dos céus. Adão e Eva escolheram o caminho da perdição renegando toda a humanidade ao exílio eterno e deus, na sua infinita bondade, teve que intervir para reparar o erro do Homem. Então mas deus, infinitamente sábio, teve que esperar uns milhares de anos para intrevir? Porquê? E mesmo assim voltamos ao dilema do inocente castigado. Porque nasce uma criança já culpada dos pecados do seu tetra tetra tetra avô mitológico? Se o meu pai fôr culpado de um crime deverei eu também ser castigado? Além de tirano, o deus cristão é um sádico com um senso de humor diabólico.
25 julho 2010
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1 comentário:
hooo yeahh :) Felizmente há uns bons séculos que o poder judicial se separou do religioso!
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