Saudade
O tempo passa inexorável,
a saudade aperta implacável
e torna-se sufoco apertado.
Mas nem o aperto sufocado
transforma o desejo que, inalterado,
no limite é libertado
e rebela-se o ser perturbado
contra a pérfida saudade.
Revela-se o ser sonhador,
abalado pela dôr,
transtornado e sem pudor,
correndo sem cuidado,
procurando a liberdade
que ao ser foi negado
pela infame saudade.
Eis que emerge dormente
o ser que a pérfida tornou carente
mas o fado libertou
e das garras arrancou
o sonhador ser que sente
que a saudade o matou.
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